Amador encontra maior tesouro anglo-saxão da Grã-Bretanha Terça-feira, Dez 1 2009 

Uma das fontes da inscrição em latim gravada na placa de ouro é a Bílbia dos saxões, ou Vulgate

Da BBC.

Um inglês que caçava objetos antigos no campo usando um detector de metais encontrou o que especialistas dizem ser a maior coleção de ouro anglo-saxão já descoberta na Grã-Bretanha.

São 1.500 peças em ouro e prata, a maioria delas artefatos de guerra adornados com pedras preciosas, que os especialistas acreditam datar do século 7.

O tesouro foi encontrado em julho, em uma fazenda no condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra, pelo inglês Terry Herbert.

O achado deve ser assunto de décadas de debates entre arqueólogos e historiadores.

“Isto vai alterar nossa percepção da Inglaterra anglo-saxã”, disse a especialista Leslie Webster, ex-funcionária do Departamento de Pré-História e Europa do Museu Britânico.

As peças estão sob a guarda do Birmingham Museum and Art Gallery, na cidade inglesa de Birmingham.

Uma seleção com alguns dos objetos mais importantes vai ficar em exposição no Birmingham Museum entre o dia 25 de setembro até o dia 13 de outubro.

Depois da exposição, a coleção segue para o Museu Britânico para ser avaliada por especialistas, um processo que pode demorar mais de um ano.

Drama

Em termos de quantidade, a descoberta é sem precedentes – cerca de cinco kg de ouro e 2,5 kg de prata.

É impossível, no momento, saber ao certo a história do tesouro. Os especialistas suspeitam, no entanto, de que a história esteja repleta de drama e, possivelmente, sangue.

O arqueólogo Kevin Leahy, responsável por catalogar o material, disse que a qualidade das peças indica que teriam pertencido à realeza anglo-saxã.

São centenas de objetos, entre eles, peças usadas para adornar espadas e fragmentos de elmos (capacetes de armaduras medievais).

O tesouro inclui também três cruzes e uma placa de ouro trazendo uma inscrição bíblica.

“Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se o tesouro resulta de saques feitos após uma única batalha ou se foi acumulado ao longo de uma longa e bem-sucedida carreira militar”, disse Leahy.

“Não sabemos como (o tesouro) acabou sendo enterrado naquele campo, talvez tenha sido um tributo aos deuses pagãos”, especula o arqueólogo. “Ou talvez tenha sido escondido por conta de uma ameaça muito real”.

Para Leahy, a terrível ameaça que levou alguém a enterrar o tesouro provavelmente se concretizou, já que as peças nunca foram desenterradas.

“Quando fizermos mais estudos sobre o material, poderemos dizer mais”, disse.

LANÇAMENTO – ALMANAQUE DAS GUERRAS Sábado, Nov 21 2009 

TRECHO DO PRIMEIRO CAPÍTULO DO LIVRO.

É difícil começar a falar sobre guerras sem que possamos fazer uma análise mais ampla sobre o assunto. Afinal, mesmo quando somos pequenos, adoramos brincar com o assunto e, depois que crescemos, já há outra visão sobre o assunto. Então, como uma brincadeira que nos traz prazer pode assumir outra forma, tão sem prazer?

Para tanto é necessário que façamos uma retrospectiva e levantemos o que realmente sabemos sobre a chamada arte da guerra. Há vários historiadores que analisam os confrontos entre indivíduos e nações como catalisadores para a evolução da humanidade e chega mesmo a admitir que a ascensão e queda das várias civilizações mundiais estava intrinsecamente ligada à correta utilização dessas forças.

Em geral chamamos de guerra um confronto onde os interesses da disputa possuem pelo menos dois partidários, dois lados que são mais um menos organizados. Porém essas disputas não são feitas apenas entre grupos e podem também acontecer entre indivíduos, grupos, tribos ou facções do mesmo país. Nesses casos é possível se falar em oposição de grupos rivais ou em conjunto, o que levaria à formação de alianças, como as observadas nas duas Guerras Mundiais.

O que leva esses grupos a se enfrentarem? Temos que ver os motivos particulares de cada envolvido, mas no geral podemos apontar alguns fatores que provocam os conflitos, a maioria deles ligados a causas sociais, como a religião, e políticas, que inclui também os motivos econômicos.

Não é incomum encontrarmos causas ligadas à etnia e à religião. Veremos, ao longo deste trabalho, muitos conflitos que só aconteceram porque o ser humano teima em impor sua religião para o vizinho, colocando-a como “a verdadeira”. Ao mesmo tempo, as causas religiosas e étnicas estão entre as mais antigas do estudo das guerras e, tanto séculos depois das grandes batalhas do passado, continuam mais atuais do que nunca. Porém a diferença é que, com o passar dos anos, os conflitos tendem a se tornar bem mais sangrentos que nos tempos antigos. Isso porque os participantes utilizam muito da tecnologia moderna para provocar uma quantidade cada vez maior de destruição. Para este tipo de guerra, o apelo étnico-religioso justificaria o conflito como uma espécie de dever histórico que ajudaria a fundamentar a participação da guerra no presente. Invariavelmente estas guerras geram ondas de abuso de poder que levam aos genocídios. Segundo o poeta e tradutor alemão Hans Magnus Enzensberger, “os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeja o extermínio dentro de sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões. A guerra é uma de suas invenções mais importantes; a capacidade de estabelecer acordos de paz é provavelmente uma conquista posterior”.

As guerras mudaram diversas vezes a geografia do mundo. Fizeram a riqueza de muitos povos e a desgraça de outros. Expandiram impérios. Criaram heróis e líderes sanguinários. Moveram a economia e a criatividade humana. Envolveram política, etnia e religião. Para entender os mais significativos conflitos armados de todos os tempos e conhecer ainda as principais inovações tecnológicas que estavam presentes em cada um deles, você agora tem um livro indispensável.

ISBN 9788577881475
LITERATURA
Acabamento: Brochura
Formato: 14 x 21
Edição: 1ª
Idioma: Português
Ano: 2009