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Arqueólogos encontram ‘tesouro budista’ na Mongólia

5 janeiro, 2010

Relíquias estavam enterradas no deserto de Gobi havia mais de 70 anos

Relíquias budistas raras desaparecidas havia mais de 70 anos foram encontradas neste sábado no deserto de Gobi, no sul da Mongólia, por uma equipe de arqueólogos austríacos e mongóis.

Entre os artefatos encontrados estão estátuas, obras de arte, manuscritos e objetos pessoais de um importante mestre budista do século 19, Danzan Ravjaa.

O líder da expedição, o austríaco Michael Eisenriegler, disse à BBC que sua equipe já desenterrou duas caixas cheias com “os mais impressionantes objetos de arte budistas”.

“(O tesouro) é de extraordinário valor para a cultura da Mongólia, porque o budismo foi quase extinto durante o regime comunista, especialmente na década de 30″, disse Eisenriegler. “Estou completamente exausto neste momento, mas também completamente impressionado com o que vi.”

Mosteiro

As relíquias encontradas pela equipe pertenciam ao Mosteiro de Khamaryn e haviam sido enterradas no deserto de Gobi nos anos 30 por um monge chamado Tudev.

Na época, durante o regime comunista, centenas de mosteiros foram saqueados e destruídos na Mongólia. O religioso decidiu enterrar o tesouro para escondê-lo dos exércitos da Mongólia e da União Soviética.

Somente Tudev sabia onde os 64 baús com as relíquias estavam escondidos. Antes de morrer, ele passou o segredo a seu neto, o historiador Zundoi Altangerel.

Na década de 90, Altangerel conseguiu desenterrar alguns dos baús com as relíquias e abriu um museu para exibí-las.

Segundo o historiador, como a segurança do museu era mínima, na época ele decidiu deixar o restante do tesouro enterrado no deserto.

Eisenriegler ficou sabendo da história e convenceu Altangerel a participar de uma busca pelo resto do tesouro. Segundo o austríaco, 20 dos 64 baús enterrados por Tudev permanecem escondidos no deserto.

As peças encontradas neste sábado também serão expostas no museu, que fica na cidade de Sainshand, no sul da Mongólia.

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Fotos aéreas revelam cidade precursora de Veneza

5 janeiro, 2010

A imagem da cidade ancestral de Veneza

Da BBC Brasil

Fotografias aéreas feitas por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Pádua, na Itália, revelaram o mapa da antiga cidade romana de Altinum, que alguns acadêmicos afirmam ser a cidade precursora de Veneza.

Alguns arqueologistas já sabem há décadas que a cidade de Altinum – um importante centro de comércio romano entre os séculos 1 e 5 da era cristã – ficava localizada onde hoje é a região norte de Veneza, próxima do aeroporto da cidade.

Os historiadores não haviam conseguido, no entanto, identificar como a cidade era construída ou qual era sua topografia já que as ruínas das antigas construções desapareceram – muitas peças foram roubadas para serem usadas como material de construção e o restante foi inundado pela lagoa que cerca a região.

Mas a equipe de Andrea Ninfo e Paolo Mozzo aproveitou uma forte seca que atingiu a região em 2007 para fazer fotos aéreas do local. Por conta do baixo nível de água, as imagens permitiram que os cientistas identificassem a presença de rochas, tijolos e e outras estruturas sólidas abaixo da superfície.

Segundo os pesquisadores, o fim de Altinum pode ter representado o começo da cidade de Veneza.

Complexidade

As fotografias revelam os restos das muralhas da cidade, a rede de ruas, residências, teatros e outras estruturas. Além disso, Altinum também possuía uma rede complexa de rios e canais, que revela como os habitantes conseguiam morar no ambiente pantanoso que atualmente é a lagoa de Veneza.

Com base nas imagens, a equipe de Pádua fez a primeira reconstrução detalhada da topografia da antiga cidade usando fotografias que se aproximavam de imagens infravermelhas da região das terras cultiváveis que cobrem a região atualmente, junto com um modelo de computador do terreno local.

As imagens também mostraram que a cidade tinha um grande canal que passavam pelo seu centro e ligava Altinum à lagoa.

Dois portões ou pontes foram construídos nas muralhas que cercavam a cidade, o que fornece mais provas de como os moradores da cidade se adaptaram ao ambiente alagadiço.

Os pesquisadores italianos também conseguiram identificar uma estrutura de um porto na margem da lagoa.

Os autores do estudo, publicado na revista Science, notam que Altinum é a única grande cidade romana no norte da Itália – e uma das poucas da Europa – que não foi soterrada por cidades medievais e modernas.

Segundo a diretora do Museu Nacional de Arqueologia de Altinum, Margherita Tirelli, “antes da pesquisa de Mozzi era impossível imaginar a complexidade e distribuição das principais construções e estruturas do município”.

Os pesquisadores pretendem continuar o estudo utilizando tecnologia avançada para realizar exames mais detalhados de imagem da região, que permitiram a produção de um mapa da topografia da antiga cidade em alta resolução.

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Arqueólogo amador descobre arte pré-histórica de 4 mil anos na Escócia

5 janeiro, 2010

Descobertas surpreendem por variedade e quantidade

Da BBC Brasil

Um arqueólogo amador descobriu nas montanhas escocesas exemplos de arte pré-histórica que poderiam datar de 4 mil a 5 mil anos atrás.

George Currie, um interessado na ciência da arqueologia, descobriu mais de 90 desenhos escavados em uma rocha na localidade de Ben Lawers, perto de Loch Tay, no centro da Escócia.

As marcas circulares, chamadas de “cup marks” pela semelhanças com as de uma xícara, compõem o grupo de arte pré-histórica observado principalmente no norte da Inglaterra e na Escócia proveniente do período Neolítico e da Idade do Bronze, de 5 mil a 4 mil anos atrás.

Alguns desenhos têm anéis ao redor, razão pela qual são chamadas de “cup and ring marks”. Linhas retas também foram escavadas na pedra.

Derek Alexander, arqueólogo da entidade escocesa de conservação e promoção do patrimônio natural e histórico do país, The National Trust for Scotland, disse que a descoberta surpreende pela “quantidade e a variedade” dos símbolos encontrados.

“Através tanto de pesquisas direcionadas conduzidas por arqueólogos profissionais quanto do trabalho de amadores dedicados, como George Currie, sabemos agora que Ben Lawers forma uma das maiores concentrações de marcas circulares e de anéis nas montanhas escocesas, o que indica uma paisagem muito significante na pré-história”, afirmou.

“Esta é uma descoberta interessante, porque mostra que ainda existe arte pré-histórica em rocha ainda a ser descoberta nas montanhas escocesas.”

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Apenas 2% são cristãos em cidade onde nasceu Jesus

5 janeiro, 2010

A maioria da população de Belém hoje é muçulmana

Da BBC Brasil

O número de cristãos em Belém, cidade considerada o local onde Jesus nasceu, está diminuindo. Há cem anos, cerca de 40% da população da cidade era cristã, agora são 2%.

E, de acordo com algumas previsões, os últimos cristãos deverão deixar a cidade antes de 2025.

“Creio que em alguns dos vilarejos o número de cristãos é zero”, disse à BBC Simon Azazian, integrante da Sociedade Bíblica Palestina. “Em Birzavit, por exemplo, 100% eram cristãos, depois (a porcentagem) caiu para 60%, agora são 40% e esse número continua baixando.”

Alguns cristãos dizem que esse êxodo se deve ao fundamentalismo islâmico.

“Eles introduzem em nossa cultura e na nossa sociedade uma visão da religião que não tem nada a ver com o nosso contexto e nem com a nossa história”, disse à BBC o sacerdote luterano Mitri Raheb.

“Isto não é apenas uma ameaça para a comunidade cristã palestina, mas também para toda a sociedade palestina, já que tentam nos mandar de volta para a Idade Média”, acrescentou.

Outros cristãos ressaltam que a decisão de ficar em Belém ou ir embora depende de vários fatores.

“Depende da situação política, que afeta a situação econômica”, afirmou George Sa’ada, da Igreja Ortodoxa Grega.

“Antes, estimulávamos os jovens a ficar e trabalhar aqui, mas agora, lamentavelmente, não podemos obrigá-los a ficar porque querem ganhar a vida. Se não tem oportunidade aqui, claro que vão emigrar e procurar uma vida melhor fora”, explicou.

Alguns temem que, dentro de 15 anos, os únicos cristãos de Belém serão os milhares de peregrinos que chegam durante o período de Natal.

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Amador encontra maior tesouro anglo-saxão da Grã-Bretanha

1 dezembro, 2009

Uma das fontes da inscrição em latim gravada na placa de ouro é a Bílbia dos saxões, ou Vulgate

Da BBC.

Um inglês que caçava objetos antigos no campo usando um detector de metais encontrou o que especialistas dizem ser a maior coleção de ouro anglo-saxão já descoberta na Grã-Bretanha.

São 1.500 peças em ouro e prata, a maioria delas artefatos de guerra adornados com pedras preciosas, que os especialistas acreditam datar do século 7.

O tesouro foi encontrado em julho, em uma fazenda no condado de Staffordshire, no oeste da Inglaterra, pelo inglês Terry Herbert.

O achado deve ser assunto de décadas de debates entre arqueólogos e historiadores.

“Isto vai alterar nossa percepção da Inglaterra anglo-saxã”, disse a especialista Leslie Webster, ex-funcionária do Departamento de Pré-História e Europa do Museu Britânico.

As peças estão sob a guarda do Birmingham Museum and Art Gallery, na cidade inglesa de Birmingham.

Uma seleção com alguns dos objetos mais importantes vai ficar em exposição no Birmingham Museum entre o dia 25 de setembro até o dia 13 de outubro.

Depois da exposição, a coleção segue para o Museu Britânico para ser avaliada por especialistas, um processo que pode demorar mais de um ano.

Drama

Em termos de quantidade, a descoberta é sem precedentes – cerca de cinco kg de ouro e 2,5 kg de prata.

É impossível, no momento, saber ao certo a história do tesouro. Os especialistas suspeitam, no entanto, de que a história esteja repleta de drama e, possivelmente, sangue.

O arqueólogo Kevin Leahy, responsável por catalogar o material, disse que a qualidade das peças indica que teriam pertencido à realeza anglo-saxã.

São centenas de objetos, entre eles, peças usadas para adornar espadas e fragmentos de elmos (capacetes de armaduras medievais).

O tesouro inclui também três cruzes e uma placa de ouro trazendo uma inscrição bíblica.

“Parece uma coleção de troféus, mas é impossível saber se o tesouro resulta de saques feitos após uma única batalha ou se foi acumulado ao longo de uma longa e bem-sucedida carreira militar”, disse Leahy.

“Não sabemos como (o tesouro) acabou sendo enterrado naquele campo, talvez tenha sido um tributo aos deuses pagãos”, especula o arqueólogo. “Ou talvez tenha sido escondido por conta de uma ameaça muito real”.

Para Leahy, a terrível ameaça que levou alguém a enterrar o tesouro provavelmente se concretizou, já que as peças nunca foram desenterradas.

“Quando fizermos mais estudos sobre o material, poderemos dizer mais”, disse.

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LANÇAMENTO – ALMANAQUE DAS GUERRAS

21 novembro, 2009

TRECHO DO PRIMEIRO CAPÍTULO DO LIVRO.

É difícil começar a falar sobre guerras sem que possamos fazer uma análise mais ampla sobre o assunto. Afinal, mesmo quando somos pequenos, adoramos brincar com o assunto e, depois que crescemos, já há outra visão sobre o assunto. Então, como uma brincadeira que nos traz prazer pode assumir outra forma, tão sem prazer?

Para tanto é necessário que façamos uma retrospectiva e levantemos o que realmente sabemos sobre a chamada arte da guerra. Há vários historiadores que analisam os confrontos entre indivíduos e nações como catalisadores para a evolução da humanidade e chega mesmo a admitir que a ascensão e queda das várias civilizações mundiais estava intrinsecamente ligada à correta utilização dessas forças.

Em geral chamamos de guerra um confronto onde os interesses da disputa possuem pelo menos dois partidários, dois lados que são mais um menos organizados. Porém essas disputas não são feitas apenas entre grupos e podem também acontecer entre indivíduos, grupos, tribos ou facções do mesmo país. Nesses casos é possível se falar em oposição de grupos rivais ou em conjunto, o que levaria à formação de alianças, como as observadas nas duas Guerras Mundiais.

O que leva esses grupos a se enfrentarem? Temos que ver os motivos particulares de cada envolvido, mas no geral podemos apontar alguns fatores que provocam os conflitos, a maioria deles ligados a causas sociais, como a religião, e políticas, que inclui também os motivos econômicos.

Não é incomum encontrarmos causas ligadas à etnia e à religião. Veremos, ao longo deste trabalho, muitos conflitos que só aconteceram porque o ser humano teima em impor sua religião para o vizinho, colocando-a como “a verdadeira”. Ao mesmo tempo, as causas religiosas e étnicas estão entre as mais antigas do estudo das guerras e, tanto séculos depois das grandes batalhas do passado, continuam mais atuais do que nunca. Porém a diferença é que, com o passar dos anos, os conflitos tendem a se tornar bem mais sangrentos que nos tempos antigos. Isso porque os participantes utilizam muito da tecnologia moderna para provocar uma quantidade cada vez maior de destruição. Para este tipo de guerra, o apelo étnico-religioso justificaria o conflito como uma espécie de dever histórico que ajudaria a fundamentar a participação da guerra no presente. Invariavelmente estas guerras geram ondas de abuso de poder que levam aos genocídios. Segundo o poeta e tradutor alemão Hans Magnus Enzensberger, “os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeja o extermínio dentro de sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões. A guerra é uma de suas invenções mais importantes; a capacidade de estabelecer acordos de paz é provavelmente uma conquista posterior”.

As guerras mudaram diversas vezes a geografia do mundo. Fizeram a riqueza de muitos povos e a desgraça de outros. Expandiram impérios. Criaram heróis e líderes sanguinários. Moveram a economia e a criatividade humana. Envolveram política, etnia e religião. Para entender os mais significativos conflitos armados de todos os tempos e conhecer ainda as principais inovações tecnológicas que estavam presentes em cada um deles, você agora tem um livro indispensável.

ISBN 9788577881475
LITERATURA
Acabamento: Brochura
Formato: 14 x 21
Edição: 1ª
Idioma: Português
Ano: 2009